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Estoque de empregados na região atingiu 82.523, recuo de 3,4% na comparação com o mesmo mês de 2015


Em março, o varejo do Litoral fechou 714 postos de trabalho, resultado de 2.629 admissões contra 3.343 desligamentos. Em 12 meses, foram eliminados 2.924 empregos com carteira assinada, o que levou a um recuo, na comparação com o mesmo mês de 2015, de 3,4% do estoque total, que atingiu 82.523 trabalhadores formais no mês.

As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Todas as nove atividades analisadas apresentaram recuo no total de empregos formais em março na comparação com o mesmo mês de 2015. Os setores que apresentaram quedas mais significativas foram os de concessionárias de veículos (-15,2%); de lojas de móveis e decoração (-9,2%); e de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos (-7,9%).
  

Desempenho estadual
Em março, o comércio varejista no Estado de São Paulo eliminou 13.277 empregos com carteira assinada, resultado de 76.400 admissões e 89.677 desligamentos. Esse é o pior saldo para o mês desde o início da apuração dos dados pelo Ministério do Trabalho, em 2007. Com isso, o estoque ativo de trabalhadores do varejo paulista atingiu 2.083.311 no mês, o patamar mais baixo desde julho de 2012, quando eram 2.082.953 funcionários ativos no setor.

Somente no primeiro trimestre deste ano foram encerrados 46.718 postos formais no varejo. No mesmo período de 2015 o saldo negativo do setor ficou em 35.166 empregos com carteira assinada, ou seja, neste ano houve 32,8% mais fechamentos de postos de trabalho nos primeiros três meses do ano. Já nos últimos 12 meses foram extintos 71.993 vínculos empregatícios no comércio varejista. Entre abril de 2014 e março de 2015, por exemplo, ainda havia um saldo positivo de 9.282 vagas.

Das nove atividades pesquisadas, sete apresentaram queda no estoque de empregos formais em março na comparação com o mesmo mês de 2015. Os destaques negativos foram registrados nos setores de concessionárias de veículos (-9%) e de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento (-8,4%). Apenas os segmentos de farmácias e perfumarias (2,3%) e supermercados (0,1%) apresentaram elevação nos estoques de funcionários em relação a março do ano passado.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, nem mesmo a Páscoa - que poderia alavancar um saldo positivo ou, ao menos, interromper os sucessivos saldos negativos nas cadeias de supermercados - foi capaz de amenizar o desempenho negativo do mercado de trabalho formal do varejo do Estado de São Paulo em março. Pelo quarto mês seguido houve retração do estoque de emprego no comércio varejista, com mais de 13 mil postos extintos apenas em março. No mês, todas as atividades econômicas analisadas registraram saldo negativo e todas as regiões paulistas viram seu varejo reduzir o total de trabalhadores ativos.

Com relação aos dados por ocupações, as funções que mais perderam foram os vendedores e demonstradores, com a eliminação de 3.976 postos de trabalho em março. A segunda maior redução ocorreu com os escriturários, com eliminação de 1.087 empregos, seguidos pelos gerentes de operações (-779 vagas).

A Entidade explica que o movimento do mercado de trabalho é resultado direto da diminuição da receita de vendas do comércio varejista. Esse movimento, por sua vez, terá impacto no consumo futuro das famílias e, consequentemente, nas vendas do varejo, que tendem a continuar em queda, realimentando o ciclo negativo no mercado de trabalho do setor. Já em abril, a previsão da FecomercioSP é de que até os supermercados registrarão saldo negativo no acumulado de doze meses, de modo que as farmácias e perfumarias serão a única atividade a ainda gerar vagas de trabalho no varejo do estado na comparação com 2015.

Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP) analisa o nível de emprego do comércio varejista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e nove atividades do varejo: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento; materiais de construção; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecido e calçados; supermercados e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho e Previdência Social, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). 
Expectativa da FecomercioSP é de que os postos de trabalho temporários no Estado não ultrapassem 15 mil ante as 25 mil vagas criadas em 2014

São Paulo, 8 de outubro de 2015 - A contratação de trabalhadores temporários para o fim de ano no comércio varejista do Estado de São Paulo deve atingir o menor número desde 2008 - período influenciado pelas incertezas geradas pelo estouro da crise internacional. A expectativa é de que as contratações não ultrapassem 15 mil ante os 25 mil postos criados em 2014, e de que também haja menos contratos efetivados se comparados com o volume do mesmo período do ano anterior. A expectativa de menor contratação e efetivação de temporários está diretamente relacionada às projeções de queda das vendas. Em relação ao faturamento real do varejo paulista, a projeção para 2015 é de que registre retração de 6%.

As informações compõem um estudo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

A criação de vagas para as festas de fim de ano normalmente tem início em outubro e ganha força em novembro, mês que historicamente registra a maior geração líquida de vagas formais (mais admissões e menos desligamentos) no varejo paulista.

De acordo com a assessoria econômica da Federação, a efetivação de contratos temporários na virada de 2014 para 2015 já foi bastante fraca, uma vez que o saldo acumulado entre outubro de 2014 e janeiro de 2015 foi negativo pela primeira vez na série histórica - iniciada em 2008 -, e contou com a eliminação de mais de 4 mil vagas, reflexo do desaquecimento das vendas do comércio e das perspectivas negativas que já se desenhavam para 2015.

Levantamento da FecomercioSP aponta que de janeiro a julho já foram eliminadas 57.259 vagas no comércio varejista do Estado. Além disso, é a primeira vez, desde 2008, que houve eliminação de postos de trabalho no varejo em todos os meses do ano até julho, inclusive nos períodos com datas comemorativas, como Páscoa, Dia das Mães e dos Namorados - quando o movimento e as vendas do comércio são relativamente mais altos.

Entre as causas dos desligamentos estão a queda das receitas somada ao aumento dos custos e à falta de perspectiva de recuperação das vendas, que levam os empresários do comércio a reduzirem despesas, o que, em muitos casos, significa diminuição do quadro de funcionários.
Levantamento realizado pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista revela também a expectativa dos empresários para a data comemorativa

Imagem: Reprodução/ Imagens Jornal Tijucas
Em um ano de crise, o consumidor fica mais atento às promoções ou liquidações quando vai às compras. É o que mostra a pesquisa de expectativa de vendas para o Dia das Crianças 2015, realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista. Aplicado nas nove cidades da região, o levantamento mostra que 54% dos entrevistados priorizam produtos com descontos na hora de fechar negócio. Além do perfil do consumidor, a pesquisa também mostra a expectativa dos empresários para a data comemorativa.
A maioria dos entrevistados (38%) disse que o presente escolhido deve ter preço entre R$ 50,00 e R$ 100,00. Já para 31% dos consumidores, o orçamento para as compras das crianças compreende presentes entre R$ 101,00 e R$ 200,00 – enquanto 20% dos entrevistados pretendem gastar, no máximo, R$ 50,00. Itens entre R$ 201,00 e R$ 300,00 têm 8% de preferência e, acima de R$ 300,00, 3%.
Em relação à categoria de presentes que serão escolhidos, brinquedos correspondem a 67% das respostas, seguidos por roupas (34%) e calçados (14%). Também se destacam os itens livros (10%), jogos de videogame (8%) e produtos eletrônicos – como celulares e tablets (8%). Completam a lista de intenção de compra: artigos de informática (6%); artigos esportivos – como skate e patins (4%); perfumes (4%) e CDs e DVDs (1%). No questionário, os entrevistados podiam escolher entre uma ou mais opções de presentes.
Além das promoções e liquidações, que despertam atenção da maioria dos entrevistados, a escolha do presente é feita de acordo com o que a criança deseja ganhar (47%). Outros 25% dos entrevistados consideram essencial o bom atendimento na loja, enquanto que para 12% o chamariz é o ineditismo dos produtos no mercado. A decoração especial da vitrine conquista 9% dos clientes, enquanto 4% são atraídos por propaganda na TV, internet, revistas ou jornais.
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Alberto Weberman, a pesquisa reflete a mudança no perfil do consumidor neste ano atípico. “Em tempos de crise, as pessoas pesquisam mais os preços antes de fazer a compra. Por isso, produtos com descontos atrativos são uma maneira de conquistar mais vendas neste ano difícil”, afirma.
Segundo os entrevistados, o cartão de crédito deverá ser a principal forma de pagamento para o Dia das Crianças, com 44% das respostas. Nas compras à vista, 42% dos clientes deverão utilizar dinheiro e 13% irão optar pelo cartão de débito. Cartão de loja parcelado foi a modalidade citada por 1% dos consumidores. Cheque e carnê registraram, juntos, índice abaixo de 1%.
Apesar de o comércio na internet crescer a cada ano no país, a aquisição de produtos em lojas físicas ainda é a preferida pelos consumidores da Baixada Santista: 34% disseram ter intenção de comprar em shoppings e outros 31% em lojas de rua – as compras em lojas online somaram 27% das respostas. Outros 27% dos consumidores se mostraram indiferentes e/ou não souberam opinar.
Os pais das crianças são os que mais deverão comprar: 72% dos entrevistados apontaram que são eles quem adquirem os presentes para os filhos. Já os avós vêm em segundo lugar, com 21% dos potenciais compradores e, em terceiro, os tios, com 7%.

OFERECER DESCONTOS É PRINCIPAL ESTRATÉGIA DOS EMPRESÁRIOS
A pesquisa também ouviu os empresários da região sobre a expectativa de vendas para o Dia das Crianças. E o comércio mostra estar atento ao que o consumidor deseja. Prova disso é que as promoções ou liquidações estão no topo das ações citadas para atrair mais consumidores nesta data comemorativa, com 63% das respostas.
A decoração especial de vitrines é uma estratégia lembrada por 54% dos entrevistados. Já a oferta de novos produtos foi citada por 29% dos lojistas, e a divulgação em redes sociais, por 27%. No questionário, os comerciantes podiam escolher entre uma ou mais ações de vendas.
Para 55% deles, as vendas em 2015 serão melhores que no mesmo período do ano passado. Já para 39%, o desempenho deverá se manter, enquanto 6% dos comerciantes creem na diminuição do faturamento.
Entre os lojistas que esperam aumento nas vendas, 31% deles estimam crescimento de 10%. Outros 20% dos comerciantes creem em faturamento 5% maior neste ano, enquanto 15% dos entrevistados são ainda mais otimistas e esperam crescimento de 20%. A faixa de aumento acima de 25% foi citada por 6% dos empresários, enquanto os índices 1%, 3% e 4% de crescimento foram estimados, cada um, por 5% dos lojistas.

O levantamento foi realizado entre os dias 9 e 23 de setembro de 2015, com 800 entrevistados, nas nove cidades da Baixada Santista. A pesquisa tem caráter quantitativo, pelo método de levantamento com amostra aleatória simples e estratificada.
Imagem: Google Images
Uma pesquisa feita pela Fecomercio e divulgada em julho mostrou que o brasileiro é um amante de sapatos. Mesmo com a crise, o mercado de sapatos está aquecido. A pesquisa mostrou que, em 2014, foram gastos no Brasil R$ 22 bilhões com sapatos, número que equivale ao orçamento do Bolsa Família no mesmo ano.  

O sapato é prioridade mesmo entre as famílias menos abastadas. Na classe C, para cada um quilo de feijão comprado adquiriu-se dois pares de sapato. Outra comparação curiosa é que com o valor gasto com calçados em 2014 pelos brasileiros seria possível reformar o Maracanã mais 18 vezes. 

Outro dado interessante da pesquisa revelou que o brasileiro compra mais sapatos do que feijão, leite, legumes, verduras e pão e que as mulheres gastam 20% a mais com sapatos que os homens, número bem menor que se imaginaria.

Moda vai, moda vem e a indústria está sempre criando novos modelos ousados de sapatos. Modelos e cores mais sóbrios e clássicos, do tipo que não sai de moda podem ser usados com várias peças de roupa.

Evite comprar sapatos sem experimentar. Sapatos são um tipo de produto cujo tamanho varia muito de marca para marca e de modelo para modelo.

Fonte: Folha Online

Pesquisa é do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista

Neste período, o mercado voltado à educação toma boa parte do tempo dos consumidores, principalmente para quem tem filhos ou estuda, assim como consome total atenção dos empresários do segmento. No período que antecede o ‘Volta às Aulas’ é fácil observar papelarias lotadas de clientes munidos de listas para dar início ao período escolar letivo.

O Potencial
Segundo dados da Prefeitura de Santos, em 2014, o setor varejista de papelaria comporta 72 empresas que exercem a atividade de forma principal e 275 empresas em atividade secundária, como bazares, dentre outros. Com este número, a categoria passa por um aumento no volume de vendas, devido ao apelo de consumo, que então movimenta instituições de ensino, editoras, papelarias, livrarias, dentre outros. Segundo pesquisas, os gastos no começo do ano dos consumidores com estes produtos giram em torno de 20% do orçamento familiar.

A pesquisa
Pesquisa realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista nas nove cidades da Região em dezembro de 2014, indicou o perfil do consumidor para este período, e também, a expectativa dos empresários do setor. Na primeira parte da pesquisa, realizada com 300 consumidores, indicou que o ticket médio aumentou de 100 reais em 2014 para até 150 reais em 2015, o que retorna ao mesmo patamar indicado na pesquisa de 2013.

De acordo com os consumidores entrevistados, o meio de pagamento mais utilizado será o cartão de crédito (38%), seguido de dinheiro, com 35% das respostas. A opção cartão de débito fora respondida em somente 11% dos casos. Outras formas mencionadas estão o cartão exclusivo da Loja de forma parcelada (5%) e 4% deles responderam pagamento realizados em duas formas, dinheiro e cartão de crédito. 7% não quiseram opinar.

O caderno será o item mais comprado, com 47% das respostas. Em seguida, aparecem as canetas (21%), lápis e cor e canetinhas (11%), folhas (7%), lápis (5%), pastas (1%) e itens de escritório (clips, grampeador, etc) com 1% das respostas. Outros itens aparecem com 7%.

Os personagens que farão mais sucesso na escolha dos pais e das crianças estão a Peppa Pig, Galinha Pintadinha, Monster High e Patati Patatá.

No estudo do perfil do consumidor deste período mostrou que 72% deles farão as compras escolares na sua cidade de residência, porém a pesquisa revelou que uma fatia dos 28% que não irão comprar em sua cidade eram paulistas (4%) e estavam aproveitando o período de férias para pesquisar e até comprar alguns itens na Baixada.

Fora observado que os consumidores entrevistados são estudantes ou possuem filhos em Escolas Municipais, com 34%, seguido por Colégios Particulares (31%), Escola Estadual (15%), Universidade Particular (8%), Universidade Estadual (5%), pessoas que aproveitarão o período de Volta às Aulas para compras pessoais ou empresariais (4%) e Universidade Federal (3%).

Este ano, o fator preço será essencial para o consumidor realizar a compra no local (39,2%), seguido de bom atendimento (16,8%), formas de pagamento (12%), localização (9,6%), tradição de compra (8%), rapidez no atendimento (7,2%), aparecimento da papelaria/bazar na mídia (4%), outros (3,2%).

A Parte II, realizada com 50 estabelecimentos voltados à artigos de papelaria e bazares da Região, indicou que 65% dos lojistas acreditam que as vendas terão um aumento este ano. A expectativa de aumento gira em torno de 10% em relação ao ano passado, com média de 250 clientes atendidos por dia.
Receita registrou aumento de 6,9% em setembro em relação a igual período de 2013. Última alta havia sido em fevereiro deste ano

Após seis quedas seguidas, na comparação de um mês com igual período do ano anterior, o faturamento real (já descontada a inflação) das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas voltou a crescer. Em setembro deste ano houve aumento de 6,9% na receita real ante setembro de 2013. Apesar da alta, no acumulado do ano, o faturamento registra variação de -0,3% em relação ao mesmo intervalo de 2013. Os dados são da pesquisa Indicadores Sebrae-SP.

A receita total das MPEs do Estado em setembro somou R$ 51,5 bilhões, R$ 3,3 bilhões a mais que no mesmo mês de 2013 e R$ 3,8 bilhões acima do resultado de agosto de 2014.
O resultado positivo de setembro foi alcançado por conta da base de comparação relativamente fraca (em setembro de 2013 o faturamento caiu 1,3% em relação a setembro de 2012) e porque o mês teve um dia útil a mais do que setembro do ano passado.

“Foi o primeiro aumento desde fevereiro. É uma melhora, mas infelizmente não temos muito o que comemorar. O ano não tem sido bom para a economia brasileira e as micro e pequenas empresas têm sofrido com o cenário adverso, como podemos observar pelo resultado negativo do faturamento no acumulado de janeiro a setembro de 2014”, afirma o diretor- superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

Por setores, a indústria continua registrando desempenho ruim: queda de 2,6% no faturamento de setembro em relação ao mesmo mês do ano passado. O comércio apresentou elevação de 1,6% na receita. Os serviços tiveram crescimento de 17,3%, índice que acabou sendo o responsável por puxar o desempenho positivo das MPEs em setembro. Também influenciaram no resultado do setor de serviços o dia útil a mais e a base de comparação mais fraca, já que em setembro de 2013 as MPEs do segmento registraram recuo de 6,2% na receita real ante o mesmo mês de 2012.

Entre as regiões do Estado, as MPEs do Grande ABC apresentaram a maior variação no faturamento em setembro, com aumento de 19,2% ante igual mês de 2013. Os negócios localizados no interior paulista registraram crescimento de 12,1% na receita. O município de São Paulo apresentou evolução positiva de 6,6% e a Região Metropolitana de São Paulo teve elevação de 2% no faturamento.

Empregos e remuneração

De janeiro a setembro, o total de pessoal ocupado nas MPEs paulistas aumentou 0,5% na comparação com o mesmo período de 2013. O rendimento real (salários e outras remunerações) dos empregados das MPEs de São Paulo registrou variação de -0,1%, no mesmo período. O gasto total com a folha de salários apresentou aumento de 2,2% nessa comparação.

Expectativas
Quando perguntados sobre a expectativa para o faturamento da empresa nos próximos seis meses, a maior parte dos donos de MPEs paulistas (58%) disse em outubro esperar estabilidade. Os que acreditam em melhora do indicador são 26% ante 34% em outubro do ano passado. O grupo dos que esperam piora ficou maior: reunia 5% dos empresários entrevistados em outubro de 2013 e agora estes são 7%.

Com relação à atividade econômica brasileira, 50% dos proprietários de MPEs do estado de São Paulo preveem estabilidade nos seis meses que virão. Em outubro do ano passado, eram 55%. Dezenove por cento falam em melhora (eram 23% no ano passado) e 16% aguardam piora ante 12% em outubro de 2013.

“Como o mercado interno é o mais importante para os pequenos negócios, a debilidade da atividade econômica afeta diretamente o desempenho dessas empresas”, afirma o coordenador de pesquisas do Sebrae-SP, Marcelo Moreira. Segundo ele, deve haver alguma melhora nas receitas das MPEs neste último trimestre por conta do pagamento do 13º salário e as compras de Natal, mas 2014 provavelmente não terminará com resultados muito expressivos. “Há várias incertezas na economia brasileira, como inflação relativamente elevada, piora nas condições de crédito e na confiança de empresários e consumidores”, explica Moreira.

A pesquisa
A pesquisa Indicadores Sebrae-SP é realizada mensalmente, com apoio da Fundação Seade. São entrevistados 2.716 proprietários de MPEs do Estado de São Paulo por mês. No levantamento, as MPEs são definidas como empresas de comércio e serviços com até 49 empregados e empresas da indústria de transformação com até 99 empregados, com faturamento bruto anual até R$ 3,6 milhões. Os dados reais apresentados foram deflacionados pelo INPC-IBGE.
Receita total somou R$ 49,4 bilhões; desempenho foi beneficiado pelos dois dias úteis a mais que o mês teve em relação a igual período de 2013

As micro e pequenas empresas (MPEs) registraram faturamento real (já descontada a inflação) 9,7% maior em fevereiro deste ano do que no mesmo mês de 2013. A receita total do universo das MPEs foi de R$ 49,4 bilhões, ou R$ 1,2 bilhão acima da verificada em janeiro e R$ 4,4 bilhões a mais do que em igual período de 2013.  Os dados são da pesquisa Indicadores Sebrae-SP.

“As micro e pequenas empresas foram favorecidas pelos dois dias úteis a mais que fevereiro de 2014 teve em relação ao mesmo mês do ano anterior, já que o carnaval foi comemorado em março; situações assim permitem maior movimentação para os negócios e suas vendas”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

O setor com o melhor desempenho foi o comércio, cujo faturamento cresceu 12,4% em fevereiro deste ano em relação a igual mês de 2013. Na mesma comparação, os serviços apresentaram alta de 7,6% e a indústria, 6,3%.

Por regiões, o município de São Paulo faturou 11,1% mais em fevereiro ante fevereiro de 2013. O interior do Estado registrou crescimento de 10,5% quanto à receita real e a Região Metropolitana e o Grande ABC tiveram aumentos de 9% e 6%, respectivamente, quanto ao faturamento real, no mesmo período.

Os resultados positivos quanto ao faturamento real são sustentados pelo mercado consumidor interno. “O consumo no mercado interno tem sustentado as vendas das micro e pequenas empresas, principalmente nos setores de comércio e serviços”, explica o diretor-superintendente do Sebrae-SP.

“Especificamente quanto ao primeiro bimestre de 2014, houve uma aceleração no ritmo de crescimento do faturamento em relação ao mesmo período de 2013”, diz Caetano. Neste primeiro bimestre, o faturamento das MPEs aumentou 11% na comparação com os dois primeiros meses de 2013. Segundo Caetano, o resultado também é de aceleração em comparação aos números do segundo semestre de 2013, em que houve até resultados negativos. A base de comparação fraca (resultados relativamente fracos em janeiro de 2013) e o efeito calendário (maior número de dias úteis em fevereiro deste ano, devido ao carnaval) contribuíram para o resultado.

Ocupação e renda

Na análise do primeiro bimestre de 2014, as MPEs apresentaram aumento de 1,8% no total de pessoal ocupado, o que representa 256 mil pessoas a mais, no confronto com o primeiro bimestre de 2013.

No mesmo período, o rendimento real dos empregados das MPEs caiu 3% e a folha de salários paga pelos negócios de micro e pequeno porte registrou aumento real de 1,1%.Expectativas
Em março, os empresários, na sua maioria (55%), disseram esperar estabilidade no faturamento dos seus negócios para os seis meses seguintes. Em março de 2013 essa era a expectativa de 49% deles. Outros 29% aguardam melhora no faturamento da empresa e 6% esperam piora nos próximos seis meses.   

Com relação ao comportamento da economia brasileira, 51% dos proprietários de MPEs têm expectativa de estabilidade para os próximos seis meses. Em março do ano passado esse grupo somava 54%. Já a parcela dos que acreditam em piora passou de 9% em março de 2013 para 17% em igual mês deste ano.

“A tendência é que as MPEs acompanhem o comportamento da economia do País como um todo, que por sua vez deve ter desempenho modesto. O mercado consumidor interno é quem deve ditar o ritmo do faturamento das MPEs”, afirma Caetano.

Segundo ele, um menor aumento do salário mínimo, inflação alta e perto do teto da meta e o crédito mais caro devem restringir a evolução do consumo interno e, consequentemente, os ganhos das MPEs.

Há algumas incertezas, que também devem ser consideradas, como o fato de que há risco de racionamento de energia elétrica em 2014, o que atrapalharia a economia doméstica. Por outro lado, os sinais de melhora nos Estados Unidos tendem a estimular o crescimento mundial, cenário que ainda é incerto.
Pesquisa foi matéria no Jornal A Tribuna de hoje (3)

E também no Jornal Metro Santos



Fonte: Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista

Pesquisa é do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista

Tradicionalmente, a Páscoa é uma das três melhores datas de vendas de produtos, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. O foco principal é a compra de Ovos de Chocolate e outros produtos derivados da sobremesa, porém há aqueles que comprarão outros itens do varejo para presentear os familiares e amigos.

Pesquisa realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista nas nove cidades da Região indicou o perfil do consumidor para este período, e também, a expectativa dos empresários do setor. Na parte I da pesquisa, realizada com 400 consumidores, os itens que mais importam em uma loja para que este realize uma compra são, na ordem decrescente: bom atendimento, localização e formas de pagamento. Na intenção de consumo, o ticket médio fica em torno de 51 a 100 reais, com 36% das respostas. Outros 24% responderam gastar em itens de Páscoa, de 101 a 150 reais. Dos entrevistados, 16% afirmaram gastar com as compras, até 50 reais. Já 13% disse gastar de 201 a 250 reais. E, por último, 11% dos entrevistados irão gastar de 151 a 200 reais.

O meio de pagamento mais utilizado será o cartão de crédito, com 42% dos casos, seguido de dinheiro, com 36% das respostas e cartão de débito, com 20%. Outros 2% afirmaram outras formas de pagamento, como ticket alimentação ou cartão exclusivo da loja.

Ainda na pesquisa de intenção de consumo, os ovos de chocolate ao Leite são os mais queridos, com 36% das respostas. Em seguida, a pesquisa mostra uma parcela de 31% dos entrevistados que não irão comprar chocolates na Páscoa, devido a fatores de saúde, entre outros. Os itens mais apreciados por esta parcela são brinquedos e flores.

Em continuidade aos itens de Páscoa mais comprados estão, com 16%, os bombons. Em seguida vêm as barras de chocolate ao Leite (9%) e empatados, os ovos de chocolate Branco e a Colomba Pascal com 4% da preferência cada.

A Parte II, realizada com o setor patronal para medir a expectativa de vendas, indicou que 83% dos 70 lojistas acreditam que as vendas terão um aumento este ano. Os entrevistados são profissionais ou proprietários de bombonieres, chocolaterias, cafeterias, mini mercados, vendinhas e supermercados.

A expectativa de aumento, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista gira em torno de 8,5% em relação ao ano passado. Para aumentar as vendas, os empresários do setor pretendem realizar promoções, trazer novidades e fazer propaganda. Dentre os itens que mais investirão são os ovos de Páscoa tradicionais, com 57% das respostas. Outros 27% responderam que o investimento são em novidades oferecidas pelas indústrias de chocolate. O restante, com 17%, irão investir na compra de bombons e outros itens vendidos na Páscoa.

Contratação Temporária

No Páis inteiro, a previsão é que sejam preenchidas 73,7 mil vagas temporárias até o final de março, a maioria na indústria, de acordo com a pesquisa encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) e pelo Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo (Sindeprestem).
A economia do cacau movimenta no Brasil US$ 450 milhões. Nos últimos anos, a produção de Páscoa atingiu 18 mil toneladas, com 80 milhões de ovos vendidos em mais de 800 mil pontos de venda no país.

Indústria

Na indústria, as principais funções são para auxiliar de produção, auxiliar de expedição, motorista, entregador, auxiliar de cozinha, promotor de vendas, estoquista e operador de empilhadeira. Para conquistar uma vaga é preciso ter acima de 18 anos, ensino médio completo, facilidade para trabalhar em grupo, dinamismo e organização. A remuneração deve variar entre R$ 800 e R$ 2,2 mil, com direito a benefícios como vale refeição e vale transporte. Experiência anterior pode ser um diferencial, mas não é exigência. De acordo com a pesquisa Asserttem/Sindeprestem, 53% das vagas devem ser preenchidas por homens. Segundo o levantamento, na indústria, as contratações começaram em setembro passado, mas ainda há vagas. Este ano, o comércio deve absorver 40% do total de temporários no País. 

Baixada Santista

No comércio da Região, há uma boa demanda para vagas temporárias em mini-mercados, supermercados, chocolaterias e bombonieres. Dos entrevistados, 47% das lojas estão contratando funcionários. 86% deles sem preferência de sexo e 14% deles desejam funcionárias apenas do sexo feminino.

A função que mais tem vagas é a de vendedor, com 64%, demonstrador, com 15%, estoquista com 14% e repositor, com 7% das repostas. “Para ser chamado para a vaga, um dos requisitos necessários é ter facilidade em lidar com o público, entusiasmo, criatividade e organização”, afirma o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Alberto Weberman.

DICAS

É importante que quem esteja procurando uma vaga no mercado de trabalho fique atento a algumas dicas em relação a apresentação do currículo e na entrevista de emprego.

Para quem deseja procurar uma vaga no comércio, é importante que os currículos sejam enviados o quanto antes, pois eles acabam chamando funcionários e colaboradores extras.

Ao digitar o currículo, o ideal é colocar foto de rosto, tipo 3 por 4, no currículo, pois alguns estabelecimentos têm um perfil exato de vendedoras ou degustadoras. Geralmente, os serviços temporários abrangem a faixa etária de 18 a 39 anos. É importante também o candidato possuir, no mínimo, o Ensino Médio completo, além de ser comunicativo, simpático e ter facilidade em se relacionar com o público e ser cooperativo no trabalho em equipe.

O currículo deve ter os dados básicos como nome completo, endereço e histórico profissional. É importante tomar cuidados com erros ortográficos, além do mesmo ser claro e organizado. Já na hora da entrevista, é importante não se atrasar e prestar atenção no entrevistador, demonstrar interesse e entusiasmo pela vaga, ser educado, gentil, cortês e manter uma postura e vestimentas adequadas.

E, após conseguir a vaga, se o funcionário atender a demanda da empresa, com bom desempenho e dedicação, mostrando suas habilidades, é possível que a contratação seja efetivada. Uma das opções para quem deseja conquistar uma vaga no mercado é cadastrar seu currículo em nosso site www.scvbs.com.br.

Uma das formas de sabermos como será as vendas na Baixada Santista é por meio de pesquisas realizadas com o consumidor. Precisamos saber a sua opinião para esta Páscoa. São poucas perguntas com respostas de múltipla escolha. Fique a vontade para responder. Seus dados não serão divulgados. 


Fonte: De A Tribuna On-line

Com a proximidade da Páscoa, o mercado de trabalho ganha novas  oportunidades. Na região, há demanda para vagas temporárias em mini-mercados, supermercados e chocolaterias para as funções de balconista, degustador, demonstrador e repositor.

Os principais requisitos para este tipo de serviço são: faixa etária de 18 a 39 anos, ensino médio completo e ser comunicativo. “Para ser contratado é necessário ter facilidade em lidar com o público, entusiasmo, criatividade e organização”, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Alberto Weberman.

A entidade está finalizando pesquisa sobre o consumo na Páscoa e as expectativas de vendas e contratações na região.

O resultado sairá no início do próximo mês. Para quem deseja procurar uma vaga no comércio é importante que os currículos sejam enviados rápido. Uma das opções para quem deseja conquistar uma vaga é se cadastrar no site do sindicato: ww.scvbs.com.br.

Da Redação

Pesquisa é do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista

Neste período, o mercado voltado à educação toma boa parte do tempo dos consumidores, principalmente para quem tem filhos ou estuda, assim como consome total atenção dos empresários do segmento. No período que antecede o ‘Volta às Aulas’ é fácil observar papelarias lotadas de clientes munidos de listas para dar início ao período escolar letivo.

Pesquisa realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista nas nove cidades da Região indicou o perfil do consumidor para este período, e também, a expectativa dos empresários do setor. Na parte I da pesquisa, realizada com 250 consumidores, os itens que mais importam em uma loja para que este realize uma compra são, na ordem decrescente: preço, bom atendimento, rapidez, formas de pagamento e localização. Na intenção de consumo, o ticket médio fica em torno de 101 a 150 reais, em média. O meio de pagamento mais utilizado é o cartão de crédito, com 60% dos casos, seguido de dinheiro, com 32% das respostas.

Cartão de débito ficou com 5% das respostas e outros, como cheque à vista, por exemplo, com 3%. Ainda na pesquisa de intenção de consumo, o caderno é o item que mais será comprado, com 39% das respostas, seguido por canetas, com 30%, lápis, 12%. Outros itens mencionados em ordem decrescente são: folhas (9%), pastas (3%), lápis de cor ou canetinha (2%). Outros itens em menor escala ficaram com 5% no total.

No estudo do perfil do consumidor deste período, fora observado que os consumidores são ou possuem filhos em colégios particulares, com 34%, seguido por Universitários de Instituição Particular, com 30%, Colégio Estadual, com 27%, e Escolas Municipais, com 9%.
A Parte II, realizada com o setor patronal para medir a expectativa de vendas, indicou que 81% dos lojistas acreditam que as vendas terão um aumento este ano. A expectativa de aumento gira em torno de 13% em relação ao ano passado, com média de 172 clientes por dia, segundo a pesquisa. Dependendo da dimensão da papelaria, alguns empresários do setor esperam receber até 1000 clientes por dia.

Dentre as novidades para este ano estão itens com personagens da Galinha Pintadinha, Monster High, Papati Patatá, Batman e outros como UFC, Avengers, Ben 10, Barbie Coleção Nova e Hello Kitty.

O Potencial
Segundo dados da Prefeitura de Santos, em 2011 existiam na Cidade 67 estabelecimentos voltados à venda varejista de artigos de papelaria. Dados de 2012 enviados pelo Órgão informam que, no ano corrente, o setor varejista de papelaria aumentou para 70 estabelecimentos no comércio, o que significa, somente em Santos, um ligeiro aumento de 4,4%. Mesmo representando uma pequena porcentagem do comércio regional em número absoluto, a categoria sofre um aumento no volume de vendas, devido ao apelo de consumo, que então movimenta instituições de ensino, editoras, papelarias, livrarias, dentre outros. Segundo pesquisas, os gastos no começo do ano dos consumidores com estes produtos giram em torno de 20% do orçamento familiar.
Matéria de hoje (26/11) na TV Tribuna sobre Empregos Temporários.

Confira matéria sobre Pesquisa de Vagas Temporárias e Expectativa de Vendas de final de Ano realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, além de saber os horários do comércio para o final de ano, estipulado em Convenção Coletiva entre o Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Santos.







O Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista
preza por oferecer as melhores ferramentas para a gestão
de empresas na Baixada Santista. Uma das formas de
sabermos como será as vendas na região é por meio de
pesquisas realizadas com os consumidores.

Gostaríamos de saber o momento de Volta às Aulas 2013.
São poucas perguntas com respostas de múltipla escolha.
Fique a vontade para responder.
Você não será identificado.


Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista
Juntos para fortalecer o comércio!



Fonte: Agência Brasil

O Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais (Pólis) está desenvolvendo um projeto para prevenir danos causados pela exploração do pré-sal no litoral de São Paulo. A organização não governamental (ONG) está mapeando os possíveis impactos que a chegada de investimentos na indústria petrolífera local pode acarretar e pretende mobilizar a De acordo com o coordenador-geral do Instituto Pólis, Nelson Saule Júnior, responsável pelo projeto, o objetivo é construir um programa intermunicipal com ações preventivas em relação ao crescimento populacional, à nova dinâmica imobiliária, à preservação do meio ambiente e à ocupação do território.

Até o momento, o projeto, denominado Litoral Sustentável, fez um diagnóstico da situação atual de 13 municípios do litoral paulista, dados que servirão de base ao programa, que deverá ser concluído até o fim do próximo ano.

“Cubatão é um parque industrial já desenvolvido, desde os anos 1970, e boa parte da população não é incorporada a esse parque industrial. Esse é um dos grandes desafios, o desenvolvimento econômico. (Pretendemos analisar) se esse crescimento (com a chegada do pré-sal) não vai gerar situações similares com as que já ocorreram”, disse Saule.

Outra questão levantada pelo projeto é a expansão das cidades afetadas pelos novos investimentos. “(Vamos estudar) para onde elas vão expandir, se não serão direcionadas na perspectiva de atender aos interesses mais da dinâmica do mercado imobiliário, ou se vai ser possível estabelecer um processo de preservação”, destacou o coordenador do Pólis.

Saule ainda ressaltou que o sistema de mobilidade local também é motivo de preocupação, já que novas vias de acesso ao litoral paulista deverão ser construídas. “Foi a partir da abertura da Rodovia Rio-Santos que começou toda essa expansão e o crescimento daquela região, por sinal, de forma desordenada”.

O projeto, que é aberto à discussão com a sociedade, pode ser encontrado no site.
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