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Apenas 7,8% dos consumidores paulistanos afirmaram ter intenção de contrair financiamento em junho, contra 6,9% em maio e 10% no mesmo mês de 2015

(ARTE: TUTU)

O Índice de Intenção de Financiamento atingiu 16,1 pontos em junho, alta de 12% na comparação com o mês anterior. Apesar da elevação do índice, apenas 7,8% dos entrevistados afirmaram ter intenção de contrair empréstimos nos próximos três meses. Na comparação com junho de 2015, quando o indicador registrou 21,1 pontos, o recuo foi de 23,6%, sinalizando que, apesar da melhora na intenção, o comportamento dos consumidores ainda se mostra conservador para a tomada de empréstimos neste momento de crise. 

Os dados são da Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). 

O Índice de Segurança de Crédito, que mede a capacidade do consumidor de pagar dívidas, apresentou alta de 6,2% em junho na comparação com maio e atingiu 85,1 pontos. Já no comparativo anual mostrou leve elevação de 0,9%. Entre os endividados, o índice teve alta mensal de 8,3%, enquanto, entre os não endividados, registrou crescimento de 2,6%.  

De acordo com a FecomercioSP, os sinais de retomada da intenção de financiamento são consequências da melhoria da percepção da economia por parte dos consumidores, captada pelo Índice de Confiança do Consumidor - também publicado pela Federação. Ainda que a crise não tenha passado, ao menos a mudança de diretrizes da política econômica tem gerado efeitos positivos nas expectativas de empresários e consumidores. Essas mudanças positivas, segundo a Entidade, quanto mais consistentes, trarão efeitos reais no comportamento dos agentes, que voltarão a consumir, buscar crediários e investir, viabilizando assim a retomada gradual da atividade econômica. 

Aplicações

A poupança continua a ser a aplicação preferida dos brasileiros, mas tem perdido espaço para a renda fixa, por conta da inflação e da Selic elevadas. Em junho, 69,5% dos aplicadores tinham na poupança o principal destino dos seus recursos. No mesmo mês de 2015, a proporção era de 72,4%. Segundo a Entidade, a poupança segue gradativamente perdendo espaço tanto para a renda fixa quanto para previdência privada, como era de se esperar diante de juros nominais de 14,25% e do envelhecimento da população. 

A proporção de investidores cuja principal aplicação é a renda fixa atingiu 18% em junho, ante 15,4% no mesmo mês de 2015. No caso da previdência privada, a parcela passou de 5,6% para 8,3% no mesmo período. Já nas aplicações em ações, a proporção chegou a 1,9% ante os 2,2% registrados em junho de 2015. 

A tendência de juros se reverteu nas últimas semanas, e agora a hipótese de que o Banco Central comece a reduzir a Selic ainda neste ano se tornou plausível. Essa mudança não era esperada no primeiro trimestre e ganhou força, principalmente, com a mudança de rumos da política econômica. Com isso, segundo a FecomercioSP, a poupança continuará tendo a preferência da maioria dos poupadores. Os juros altos dos últimos meses, contudo, fizeram com que uma parte dos que poupam optasse por aplicações mais rentáveis e tão seguras quanto à poupança - renda fixa, principalmente. 

No futuro próximo, a tendência é de que os juros básicos sejam reduzidos e é possível que os poupadores voltem a apostar na segurança da caderneta. Por outro lado, de acordo com a Entidade, muitos aplicadores tendem a ser resistentes a mudar de aplicação no curto prazo, o que deve manter o atual quadro nos próximos meses.


Recurso também poderá ser utilizado para captação de investimentos e empréstimos bancários


                                                 (Arte TUTU)


Usado para planejar um novo empreendimento ou uma nova unidade da empresa, o plano de negócios deve definir estratégias da atividade no futuro, além de servir como um guia da gestão. Também pode ser utilizado para a captação de investimentos e de empréstimos bancários, como exigido pelas instituições financeiras, que precisam ter certeza se o negócio conseguirá honrar os compromissos assumidos. Dada sua importância, a seguir destacamos de forma prática os itens que devem compor um plano de negócios para uma empresa do varejo.

Conceito do negócio

Deve-se apontar aqui o que a empresa pretende oferecer, para quem vai vender, aonde pretende chegar, quais serão os seus valores e como planeja alavancar o seu crescimento. Destaque também como será a composição societária e os requisitos legais para iniciar o negócio, como certificações e licenças.

Análise do mercado

Para comercializar qualquer produto ou serviço, é necessário entender o mercado de atuação e verificar se há demanda. Isso pode ser feito mediante dados sobre o setor, divulgados por institutos de pesquisas e por entidades representantes do segmento. Essa etapa pode ser trabalhosa, pois exige a obtenção de diversas informações e consolidação dos dados de interesse para o negócio.

Concorrentes

Verificar de que forma os concorrentes estão atuando, quais são seus pontos fortes e fracos e as oportunidades que eles não estão aproveitando e que poderão ser um diferencial do seu negócio.

Público-alvo

Conhecer as condições econômicas e sociais do público-alvo é fundamental para oferecer produtos e serviços que estejam de acordo com a realidade financeira desse consumidor em potencial. Afinal, se o preço estiver aquém de suas condições, ele não trocará o concorrente pelo seu negócio apenas pela novidade.

Equipe de gestão

Descreva como será composta a equipe de gestão, além dos proprietários, destacando a área de atuação, a experiência e as responsabilidades de cada um. Aponte também se a equipe está completa ou se há necessidade de mais pessoas para complementá-la.

Produto ou serviço

De maneira objetiva, destaque produtos e serviços oferecidos e os seus atributos, como benefícios, sua utilidade e tecnologia envolvida em seu processo, se houver.

 Estrutura operacional

Defina como as áreas da empresa se relacionam, onde estão os fornecedores e como eles atuam, de que forma os produtos serão expostos aos consumidores, como serão entregues, realização de trocas, pós-venda, entre outros pontos que tenham impacto no dia a dia do novo negócio.

Vendas e marketing

 Esse é um dos itens mais importantes do plano de negócio, uma vez que demonstra como as vendas ocorrerão. A estratégia de marketing deverá conter o que será feito para que o produto ou serviço emplaque no mercado e a previsão de resultados que poderão ser obtidos com as vendas.

Finanças

Esse item envolve todos os investimentos necessários, a previsão de receitas e despesas a médio prazo, as possibilidades de retorno do investimento e as viabilidades econômica e financeira do negócio. Para elaborá-lo, é aconselhável contratar um profissional em finanças, uma vez que um projeto mal dimensionado financeiramente poderá comprometer toda a estratégia da empresa.

Sumário executivo

Concluída a elaboração dos itens anteriores, será preciso detalhar o sumário executivo, que tem por objetivo descrever de forma mais sintética as informações que foram abordadas no documento completo. Embora seja feito por último, esse trecho deve ser posicionado como o primeiro item do plano de negócios. Isso porque, por meio do sumário executivo, os investidores terão uma síntese do que será o negócio e, caso haja interesse, buscarão mais informações no documento completo. Se o empreendedor encontrar alguma dificuldade para elaborar o plano de negócios, a busca por orientação com um profissional especializado não deve ser descartada, especialmente se o empreendimento exigir um conhecimento específico ou demandar valor maior de investimento.
www.fecomercio.com.br/noticia/plano-de-negocios-deve-definir-estrategias-e-guiar-gestao

O ICC de junho registrou crescimento de 7,9% em relação a maio e atingiu 98 pontos - maior valor desde abril de 2015


(Arte TUTU)
Os mais recentes acontecimentos políticos no País, como a nomeação da nova equipe econômicafeita 
pelo atual governo, parecem ter influenciado a confiança dos consumidores. É o que mostra o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e cuja escala de pontuação varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total). 

O ICC de junho registrou crescimento de 7,9% em relação a maio e atingiu 98 pontos - maior valor desde abril de 2015. Na comparação com junho de 2015, apresentou alta de 8,2%, registrando assim, a primeira elevação na comparação entre o mês e o mesmo do ano anterior desde janeiro de 2013. Com isso, o indicador de junho interrompeu 40 meses consecutivos de queda nessa base de comparação. A elevação foi impactada principalmente pela alta no Índice das Expectativas do Consumidor (IEC) - um dos componentes do ICC -, que subiu 7,2% no comparativo com maio, alcançando os 128,5 pontos, aumento de 26,6% ante o mesmo mês de 2015 - maior crescimento registrado pelo IEC desde janeiro de 2010 nessa base de comparação. 

Para os economistas da Entidade, o aumento do IEC simboliza uma espécie de de voto de confiança dos consumidores para a nova equipe econômica, o qual, porém, tem prazo de validade. Além disso, por causa da profundidade e da extensão da crise, e também pelo processo político de mudança ter sido muito conturbado, a Federação acredita que o prazo de validade desse voto de confiança é relativamente curto. 

O outro componente do ICC, que mede a avaliação dos consumidores em relação às condições econômicas atuais (ICEA), atingiu 52,4 pontos, crescimento de 10,6% na comparação com maio. Na comparação com junho de 2015, porém, o ICEA ainda apresentou queda, de 29,4%. 

Segundo a FecomercioSP, para que a confiança do consumidor continue crescendo, é necessário que haja alguma entrega efetiva da política econômicaa ser implantada pelo governo, como reformas estruturais, ajuste das contas públicas com corte de gastos - e, não, aumento de impostos -, aprovação do teto de despesas do setor público e privatizações. 

As medidas anunciadas até agora e a rapidez com que elas vêm sendo anunciadas, segundo a Entidade, parecem estar animando os consumidores.  No entanto, a FecomercioSP reforça o alerta de que, se esse ímpeto inicial não se confirmar em mudanças e aprovações efetivas, o consumidor em breve voltará a ficar desanimado, minando assim a esperada retomada do consumo. 

O ânimo do consumidor é imprescindível para o restabelecimento do comportamento normal de consumo, conforme vem destacando a FecomercioSP, mas não suficiente, para a retomada das vendas. Ainda que não seja possível prever quando exatamente essa melhora recente da confiança passará a se reverter em aumento do movimento no comércio - no Dia das Mães e no Dia dos Namorados, por exemplo, foram registradas quedas das vendas do varejo -, a Federação aponta não ser possível prever uma retomada das vendas sem uma melhora consistente da confiança, que depende da capacidade do governo e do Congresso de converterem a mudança política em medidas que equilibrem as contas públicas e melhorem o ambiente de negócios no País.



Mesmo em um ambiente de incertezas políticas e econômicas, produzir mais com menos contribui para alcançar resultados positivos

Aumentar a produtividade é importante em momentos de crise.
(Arte/TUTU)



Neste momento de queda das vendas no varejo, aumentar a produtividade do negócio é essencial para superar a crise. Esse quesito está relacionado diretamente à melhoria da gestão da empresa. Isso significa produzir mais com a menor utilização de recursos, independentemente de serem financeiros administrativos ou humanos. Para contribuir com o empresário do comércio, especialmente em empresas de pequeno e médio porte, destacamos a seguir algumas dicas que ajudam a aumentar a produtividade.

Avalie os processos


Esse é o primeiro passo. Verifique todos os processos da empresa com o intuito de identificar possíveis falhas que afetem a produtividade. De posse dessas informações, é possível tentar otimizar processos e cortar gastos desnecessários e, com isso, ganhar eficiência nas atividades do dia a dia.

Planejamento

Elabore um planejamento de todos os procedimentos da empresa, desde a compra de produtos até o pós-venda. É necessário revê-lo dependendo dos resultados alcançados ou em caso de novas situações adversas, como queda nas vendas e aumento da concorrência – ou até mesmo para a captação de recursos.

Indicadores de desempenho

Os indicadores de desempenho ajudam a mensurar os resultados da empresa em um determinado período. Com base neles, é possível identificar os processos que apresentam melhores resultados ou que precisam de melhorias. Procure estabelecer indicadores que estejam alinhados com os objetivos empresariais e que sejam de fácil entendimento dos funcionários. Assim, é possível envolver todos na busca por melhores resultados.

Tecnologia

A tecnologia é uma das grandes aliadas do varejo para aumentar a produtividade. Com o avanço da informática, é possível investir nas soluções que ajudam no acompanhamento de novos projetos, na realização do trabalho operacional e no compartilhamento de arquivos e documentos, permitindo o aumento do foco no negócio.

Comunicação

No varejo, ela é essencial entre os departamentos para evitar retrabalho e gastos desnecessários. Por isso, estabeleça canais internos de comunicação entre os setores para resolver situações adversas e conflituosas de forma rápida e eficaz. Além disso, criar um canal de comunicação entre a gerência e os subordinados, principalmente com os que atuam no ponto de venda, contribui para manter toda a equipe alinhada com os objetivos empresariais.

 Equipe de vendas

Mesmo aqueles que têm um time enxuto devem investir fortemente em sua equipe de vendas. Além de um ambiente de trabalho harmonioso, confortável e organizado, ofereça a seus vendedores cursos sobre atendimento e informações sobre os produtos e serviços oferecidos. Dessa forma, eles estarão sempre preparados para oferecer um ótimo atendimento.

Reuniões de alinhamento


Estabeleça um calendário de reuniões de alinhamento para tratar de assuntos mais complexos. Procure realizar encontros mais curtos e objetivos e leve uma pauta com os assuntos que serão tratados, não estendendo o horário estabelecido e, sempre que o foco for desviado, guiando a equipe para os assuntos previstos na pauta de reunião. Esses são alguns pontos que podem contribuir para que as empresas do varejo sejam mais produtivas em 2016. Mesmo em um ambiente de incertezas políticas e econômicas, melhorar a produtividade poderá potencializar o desempenho da empresa, auxiliando no alcance de resultados mais positivos no decorrer do ano.



Estoque de empregados na região atingiu 82.523, recuo de 3,4% na comparação com o mesmo mês de 2015


Em março, o varejo do Litoral fechou 714 postos de trabalho, resultado de 2.629 admissões contra 3.343 desligamentos. Em 12 meses, foram eliminados 2.924 empregos com carteira assinada, o que levou a um recuo, na comparação com o mesmo mês de 2015, de 3,4% do estoque total, que atingiu 82.523 trabalhadores formais no mês.

As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Todas as nove atividades analisadas apresentaram recuo no total de empregos formais em março na comparação com o mesmo mês de 2015. Os setores que apresentaram quedas mais significativas foram os de concessionárias de veículos (-15,2%); de lojas de móveis e decoração (-9,2%); e de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos (-7,9%).
  

Desempenho estadual
Em março, o comércio varejista no Estado de São Paulo eliminou 13.277 empregos com carteira assinada, resultado de 76.400 admissões e 89.677 desligamentos. Esse é o pior saldo para o mês desde o início da apuração dos dados pelo Ministério do Trabalho, em 2007. Com isso, o estoque ativo de trabalhadores do varejo paulista atingiu 2.083.311 no mês, o patamar mais baixo desde julho de 2012, quando eram 2.082.953 funcionários ativos no setor.

Somente no primeiro trimestre deste ano foram encerrados 46.718 postos formais no varejo. No mesmo período de 2015 o saldo negativo do setor ficou em 35.166 empregos com carteira assinada, ou seja, neste ano houve 32,8% mais fechamentos de postos de trabalho nos primeiros três meses do ano. Já nos últimos 12 meses foram extintos 71.993 vínculos empregatícios no comércio varejista. Entre abril de 2014 e março de 2015, por exemplo, ainda havia um saldo positivo de 9.282 vagas.

Das nove atividades pesquisadas, sete apresentaram queda no estoque de empregos formais em março na comparação com o mesmo mês de 2015. Os destaques negativos foram registrados nos setores de concessionárias de veículos (-9%) e de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento (-8,4%). Apenas os segmentos de farmácias e perfumarias (2,3%) e supermercados (0,1%) apresentaram elevação nos estoques de funcionários em relação a março do ano passado.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, nem mesmo a Páscoa - que poderia alavancar um saldo positivo ou, ao menos, interromper os sucessivos saldos negativos nas cadeias de supermercados - foi capaz de amenizar o desempenho negativo do mercado de trabalho formal do varejo do Estado de São Paulo em março. Pelo quarto mês seguido houve retração do estoque de emprego no comércio varejista, com mais de 13 mil postos extintos apenas em março. No mês, todas as atividades econômicas analisadas registraram saldo negativo e todas as regiões paulistas viram seu varejo reduzir o total de trabalhadores ativos.

Com relação aos dados por ocupações, as funções que mais perderam foram os vendedores e demonstradores, com a eliminação de 3.976 postos de trabalho em março. A segunda maior redução ocorreu com os escriturários, com eliminação de 1.087 empregos, seguidos pelos gerentes de operações (-779 vagas).

A Entidade explica que o movimento do mercado de trabalho é resultado direto da diminuição da receita de vendas do comércio varejista. Esse movimento, por sua vez, terá impacto no consumo futuro das famílias e, consequentemente, nas vendas do varejo, que tendem a continuar em queda, realimentando o ciclo negativo no mercado de trabalho do setor. Já em abril, a previsão da FecomercioSP é de que até os supermercados registrarão saldo negativo no acumulado de doze meses, de modo que as farmácias e perfumarias serão a única atividade a ainda gerar vagas de trabalho no varejo do estado na comparação com 2015.

Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP) analisa o nível de emprego do comércio varejista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e nove atividades do varejo: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento; materiais de construção; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecido e calçados; supermercados e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho e Previdência Social, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). 
Segundo a FecomercioSP, aumento nas vendas rendeu  faturamento real de R$ 1,8  bilhão


Em fevereiro, o comércio varejista na região do Litoral registrou pelo quarto mês consecutivo o melhor desempenho do Estado, com o crescimento de 18,2% na comparação com o mesmo mês de 2015. O faturamento real atingiu R$ 1,8 bilhão no mês. No acumulado do ano, a alta é de 12,8%.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Das nove atividades analisadas pela pesquisa, cinco mostraram crescimento, entre as quais a de supermercados foi determinante para o resultado positivo na região em fevereiro, com o avanço de 42,3% e a contribuição de 17 pontos porcentuais para o resultado geral. Já os setores de farmácias e perfumarias (19,2% e colaboração de 1,7 p.p.) e de outras atividades (4,3% e impacto de 0,9 p.p.) também contribuíram para o crescimento do varejo no mês.

Por outro lado, quatro segmentos mostraram retração, sendo que as mais expressivas foram vistas nos setores de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-14,7% e impacto negativo de 0,8 p.p.), concessionárias de veículos (-5,8%, com colaboração de -0,6 p.p) e de materiais de construção (-5,2% e contribuição de -0,3 p.p.).

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o resultado surpreende pela magnitude e pelo momento econômico adverso. A maioria das atividades mostrou crescimento, reflexo das viagens das famílias, já que muitas optaram neste período de férias e feriados - devido à redução de suas rendas por conta da crise - realizarem viagens mais próximas e mais acessíveis, que favoreceram o varejo do Litoral.

Desempenho estadual
O varejo do Estado de São Paulo apresentou recuperação em fevereiro e registrou faturamento real de R$ 43,6 bilhões, crescimento de 2,7% em relação ao mesmo mês de 2015, quando faturou R$ 42,5 bilhões. Esse é o primeiro resultado positivo depois de 11 quedas mensais consecutivas. O aumento nas vendas do setor de supermercados e a inesperada reação positiva do segmento de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos foram os destaques do varejo no mês. Entretanto, vale ressaltar que por ser um ano bissexto, o varejo contou com um dia a mais de vendas em fevereiro.

Entre as 16 regiões analisadas pela Federação, apenas as de Osasco e de São José do Rio Preto apresentaram  queda nas vendas em relação a fevereiro de 2015, de 11,5% e 2,6%, respectivamente.  A região do Litoral registou o melhor desempenho com um crescimento de 18,2% nas receitas, seguida pela região de Araçatuba (10,3%).

Das nove atividades avaliadas, cinco apresentaram crescimento nas vendas em fevereiro, com destaques para: farmácias e perfumarias (14,6%), supermercados (14,5%) e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (8,7%). Juntos, os três segmentos contribuíram com 6,3 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral do varejo no Estado.

A assessoria econômica da Federação ressalta que a alta vista no setor de supermercados deve-se à mudança de comportamento do consumidor, que nos últimos meses priorizou o consumo de bens essenciais. Já o aumento registrado nas lojas de eletrodomésticos e eletrônicos reflete a fragilidade da base comparativa do segmento, que nos últimos 30 meses apresentou 28 quedas, o que induziu o aumento de promoções e liquidações.

Em contrapartida, quatro setores apresentaram retração no período e colaboraram, negativamente, com 3,8 pontos porcentuais para a queda do varejo. Foram eles: materiais de construção (-11,1%), outras atividades (-9%), lojas de vestuário, tecidos e calçados (-5,3%) e concessionárias de veículos (-2,9%).

Segundo a Federação, embora a recuperação do varejo em fevereiro represente um alívio após consecutivas quedas nas vendas do comércio, não permite ser interpretada como permanente, pois os principais indicadores econômicos determinantes para o consumo estão em queda, com destaque para o aumento do desemprego e diminuição da renda.

Expectativa
De acordo com a FecomercioSP, qualquer projeção que se trace neste momento fica condicionada ao direcionamento das decisões na esfera política e dependente da continuidade ou não do atual governo. Apesar disso, a Entidade espera, em março, o retorno da queda nas vendas do varejo, muito por conta do comportamento do crédito no mês, que mostrou redução real de 7% no volume para pessoas físicas, indicando a continuidade do baixo nível de confiança dos consumidores.

Já nas projeções para o restante do ano, a Federação pondera que o registro positivo de fevereiro não amenizou a queda prevista  para o setor em 2016, que até o momento aponta para uma retração geral de vendas ao redor de 5% em comparação ao ano passado.

Nota metodológica
A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).


Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.
WhatsApp facilita o relacionamento das empresas com os clientes
Para fidelizar, é possível usar o WhatsApp como atendimento, abrindo esse canal e respondendo aos consumidores
(Arte TUTU)
Com 900 milhões de usuários no mundo todo o aplicativo de mensagens WhatsApp é muito utilizado pelos brasileiros: de conversas com os amigos ao relacionamento com empresas. E cada vez mais se amplia seu uso comercial para atendimento ao cliente. Se ainda não é comum nas grandes empresas, já é bastante usual nas pequenas. Especialmente nas lojas virtuais, que aproveitam os recursos e o baixo custo do aplicativo para tornar o contato o mais pessoal possível – considerando que uma loja online não tem contato presencial com seus consumidores. 
O problema é que nos termos de uso consta que o aplicativo não pode ser utilizado para enviar spam ou fazer contato comercial com os usuários. De acordo com o presidente do Conselho de IT Compliance e Educação Digital da FecomercioSP, o advogado Renato Opice Blum, em tese as empresas podem usar a ferramenta, mesmo existindo a restrição para fins comerciais, contanto que seja para continuar um relacionamento já existente com o consumidor: “Depois de instalada a relação comercial, pode se comunicar. Até porque no Brasil o WhatsApp virou necessidade para qualquer pessoa”, argumenta. 
A dica de ouro para não desobedecer a regra, segundo Opice Blum, é justamente não enviar nenhum tipo de spam, mas apenas dar continuidade à relação comercial com o cliente, sendo o aplicativo mais uma opção de canal de comunicação para o consumidor entrar em contato com a empresa. Para os que desrespeitarem a regra, a punição mais comum é o aplicativo cancelar a conta de quem praticou o abuso. 
Cuidados em relação ao uso 
Para Cynthia Polzer, docente no curso de Estratégias de Marketing Digital e E-commerce, da unidade Francisco Matarazzo do Senac-SP, as empresas devem tomar muito cuidado ao adotar novas ferramentas – como o WhatsApp – para atendimento ao cliente. 
Segundo ela, pode ser que futuramente a ferramenta siga a linha adotada pelo Facebook – dono do aplicativo – e permita interações comerciais. Por enquanto, porém, o consumidor que receber algum tipo de spam pode denunciar quem enviou a mensagem.     
Uma orientação dada em sala de aula é a de as empresas lerem com bastante atenção os termos de uso de qualquer rede ou ferramenta utilizada, uma vez que podem infringir alguma regra e serem penalizadas por isso: “Pessoa física, pode se dar ao luxo de não ler os termos de uso, mas se for empresa, tem que ler”, diz Cynthia, ressaltando que o empreendimento pode até ser processado caso um consumidor receba spam. Não gostando, ele pode acionar a Justiça e acusar a empresa por contatá-lo de maneira indevida. “Depende muito do juiz por enquanto, porque a legislação [sobre o tema] é muito nova. Ainda não é hora de olhar o WhatsApp como ferramenta para uso com clientes.” 
Respostas rápidas e assertivas 
Segundo Pedro Guasti, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP, disponibilizar o atendimento via WhatsApp pode ser muito útil à loja e ao consumidor em dois momentos: para servir como um apoio na decisão de compra, especialmente no caso de dúvidas em relação a produtos com poucos parâmetros, como acessórios e móveis, e no pós-vendas: “Em ambos os usos desse dispositivo, é importante que o empreendimento tenha estrutura para dar respostas rápidas e assertivas. Não adianta oferecer um canal e demorar para responder ou falar besteira. É rápido, barato e cada vez mais o consumidor tem usado o smartphone para necessidades, compras, etc.”, aponta o presidente. 
Guasti destaca ainda que o aplicativo de mensagens serve para uma demanda cada vez mais comum dos consumidores, que é a eficiência e a rapidez no atendimento por parte das empresas. “De acordo com a última edição do Relatório Webshoppers, entre os fatores que fariam com que o consumidor comprasse mais e com mais frequência estão: em relação ao atendimento, a eficiência para resolução dos problemas para 70% dos entrevistados, rapidez no atendimento e assistência ao cliente em segundo lugar, com 56%, e em terceiro, manter contato com comprador via chat ou Whatsapp, com 45%. O consumidor vê valor nesse tipo de ferramenta para que isso possa alavancar ou influenciar as compras.” 
Outras dicas 
Para Ricardo Mello, docente do curso de Marketing da Universidade Anhembi Morumbi, o WhatsApp pode ser usado principalmente para conquistar e fidelizar o cliente. 
“No aplicativo não pode fazer promoções ou conquistar diretamente, mas dá para aplicar o chamado buzzmarketing, que é ‘empoderar’ quem divulga a marca de forma espontânea para realizar comunicação boca a boca no WhatsApp”, explica o docente. Ou seja, fazer com que os próprios consumidores divulguem a empresa. Como exemplo de estratégia, identificar um problema existente no mercado onde a empresa atua e oferecer uma solução, incentivando as pessoas a comentarem sobre o êxito dessa ação. 
Para fidelizar, é possível usar o WhatsApp como atendimento, abrindo esse canal e respondendo aos consumidores: “Não é a empresa que iniciou a comunicação, mas a permitiu, e com isso poderia formar um banco de dados para saber do relacionamento do cliente com a empresa”, ele explica. 
Outra dica sugerida pelo docente é a companhia sempre disponibilizar seus sites no formato mobile, permitindo ainda que o conteúdo existente ali possa ser compartilhado pelos usuários nas redes sociais e também no aplicativo. 
Página na web tem vídeos para auxiliar nos esclarecimentos aos comerciantes

Cartilha digital orienta sobre regras para afixação de preços e fiscalização

A cartilha “Afixação de preços e fiscalização”, criada em 2012 a partir da parceria entre a FecomercioSP e o Procon-SP, ganhou uma versão digital. A página afixacaodeprecos.fecomercio.com.br traz todas as orientações sobre os critérios a serem atendidos pelos empreendedores, bem como quanto aos cuidados que devem ser tomados a fim de evitar multas.
Entre as regras, está a colocação de preços nos produtos, que devem estar corretos, legíveis e de fácil acesso para a consulta do consumidor. O valor de venda à vista precisa ser acompanhado do das taxas de juros e encargos, por exemplo.
Aos estabelecimentos que optam código referencial, ou seja, números ou cores que correspondem a preços relacionados em uma tabela, os valores listados precisam estar perto dos respectivos produtos e de fácil entendimento ao cliente.
Quando forem oferecidos aparelhos para a verificação de preço a partir da leitura de códigos de barras, os equipamentos não podem ter distância maior que 15 metros entre eles e todos devem estar em funcionamento.
Acesse a cartilha digital e confira o material completo.
Contribuição do MEI é reajustada
No País todo são 5.940.042 inscritos, sendo que 1.513.628 só no Estado de São Paulo
(Arte/TUTU)
Com o reajuste do salário mínimo para R$ 880 desde o dia 1º de janeiro de 2016, a contribuição previdenciária (INSS) do Microempreendedor Individual (MEI) foi reajustada para R$ 44. O valor desta contribuição corresponde a 5% do salário mínimo vigente.
Dessa forma, considerando que o MEI ainda paga R$ 1 de ICMS ou R$ 5,00 de ISS, desde a competência de janeiro de 2016 (vencimento em 22/2/2016) o valor mensal é de R$ 45 para os vendedores e pequenos industriais, e de R$ 49 para os prestadores de serviços.
Para a assessoria jurídica da FecomercioSP, a majoração não se refletirá nas contas públicas, porque trata-se apenas de atualização monetária dos valores.
Expansão e inadimplência
Com relação ao número de adesões ao Programa Microempreendedor Individual, de acordo com informações divulgadas pelo Portal do MEI, em março de 2016 eram 5.940.042 inscritos em todo o País, sendo que 1.513.628 só no Estado de São Paulo.
Ao lado da expansão da categoria verificada em todo o território nacional, também se eleva o número de inadimplentes. Em 2013, cerca de 53,5% dos inscritos como MEI não realizaram o pagamento em dia. Na época, o governo acreditava que grande parte não efetuava o pagamento mensal por desconhecimento.
Assim, em 2014 e 2015 o Carnê da Cidadania do MEI começou a ser enviado via postal para o endereço de cada inscrito. Entretanto, não houve alteração significativa do número de inadimplência. A média nacional alcançou 54,9% em 2014 e de 55,51% no ano passado, segundo dados da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa.
Em 2016, as autoridades decidiram suspender o envio dos boletos, que voltaram a ser impressos via internet. Hoje, parte dos especialistas atribui a persistência em altos patamares da inadimplência ao fato do MEI deixar de exercer a atividade e não dar baixa na empresa.
O empreendedor individual com débitos em aberto referentes à arrecadação mensal fica impedido de obter Certidões Negativas de Débito junto à Receita Federal enquanto não quitar as dívidas – incluindo as multas – e fizer a declaração anual simplificada. Assim, será impedido de, na maioria dos casos, adquirir um imóvel, realizar algum procedimento junto ao governo federal ou contratar um financiamento. Além disso, perde a cobertura previdenciária.
Expectativa da FecomercioSP é de que os postos de trabalho temporários no Estado não ultrapassem 15 mil ante as 25 mil vagas criadas em 2014

São Paulo, 8 de outubro de 2015 - A contratação de trabalhadores temporários para o fim de ano no comércio varejista do Estado de São Paulo deve atingir o menor número desde 2008 - período influenciado pelas incertezas geradas pelo estouro da crise internacional. A expectativa é de que as contratações não ultrapassem 15 mil ante os 25 mil postos criados em 2014, e de que também haja menos contratos efetivados se comparados com o volume do mesmo período do ano anterior. A expectativa de menor contratação e efetivação de temporários está diretamente relacionada às projeções de queda das vendas. Em relação ao faturamento real do varejo paulista, a projeção para 2015 é de que registre retração de 6%.

As informações compõem um estudo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

A criação de vagas para as festas de fim de ano normalmente tem início em outubro e ganha força em novembro, mês que historicamente registra a maior geração líquida de vagas formais (mais admissões e menos desligamentos) no varejo paulista.

De acordo com a assessoria econômica da Federação, a efetivação de contratos temporários na virada de 2014 para 2015 já foi bastante fraca, uma vez que o saldo acumulado entre outubro de 2014 e janeiro de 2015 foi negativo pela primeira vez na série histórica - iniciada em 2008 -, e contou com a eliminação de mais de 4 mil vagas, reflexo do desaquecimento das vendas do comércio e das perspectivas negativas que já se desenhavam para 2015.

Levantamento da FecomercioSP aponta que de janeiro a julho já foram eliminadas 57.259 vagas no comércio varejista do Estado. Além disso, é a primeira vez, desde 2008, que houve eliminação de postos de trabalho no varejo em todos os meses do ano até julho, inclusive nos períodos com datas comemorativas, como Páscoa, Dia das Mães e dos Namorados - quando o movimento e as vendas do comércio são relativamente mais altos.

Entre as causas dos desligamentos estão a queda das receitas somada ao aumento dos custos e à falta de perspectiva de recuperação das vendas, que levam os empresários do comércio a reduzirem despesas, o que, em muitos casos, significa diminuição do quadro de funcionários.
Entre os meses de janeiro a junho de 2015, o varejo paulista perdeu cerca de R$ 10 bilhões na comparação com o mesmo período do ano passado 

Imagem: http://www.comerciarios.org.br/
São Paulo, 14 de setembro de 2015 - No primeiro semestre de 2015, o faturamento do comércio varejista do Estado de São Paulo apresentou queda de 3,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, o que representou uma redução de R$ 9,8 bilhões. Já no comparativo mensal, a receita total do varejo também se manteve em ritmo de retração e recuou 3,7% em junho, atingindo R$ 41,4 bilhões, resultado R$ 1,6 bilhão menor em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).

Segundo a assessoria econômica da Federação, os resultados obtidos em junho confirmam o ciclo negativo do comércio varejista paulista. A Entidade ressalta que o recuo das vendas em junho foi estabelecido contra uma base de comparação muito fraca - junho de 2014, período de realização dos jogos da Copa do Mundo. Assim, as vendas ainda menores evidenciam a dimensão da profundidade da crise do varejo e da retração do consumo das famílias no estado de São Paulo.

Das nove atividades pesquisadas, cinco mostraram queda do faturamento real em junho, sendo que as maiores retrações foram registradas nos segmentos de Lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-29,7%); Lojas de móveis e decoração (-6,3%); e Lojas de vestuário, tecidos e calçados (-6,2%), que, somados, pressionaram negativamente o resultado geral com 3,9 pontos porcentuais. Já nas vendas acumuladas no semestre os setores ligados à comercialização de bens duráveis recuaram acima de dois dígitos: Eletrodomésticos, eletrônicos e Lojas de departamentos (-14,5%); Concessionárias de veículos (-13,6%); e Lojas de móveis e decoração (-12,9%).  

Por outro lado, mesmo não sendo suficientes para impedir a queda anual do varejo, os setores de Farmácias e perfumarias (7,1%) e Lojas de autopeças e acessórios (7,9%) contribuíram com 0,6 p.p na variação total. O setor de Supermercados também apresentou alta de 1,4% e colaborou com 0,4 p.p. No semestre, apenas os segmentos de Supermercados (1,7%) e Farmácias e perfumarias (4,6%) apresentaram alta das vendas.




Expectativa

De acordo com a assessoria econômica da FecormercioSP, diante da atual conjuntura econômica, baixa produção industrial, dificuldade de crédito para as famílias, alta do desemprego e de inflação, as projeções apontam para nova queda, ao redor de 5% em agosto, e previsão de uma retração de faturamento real de 6% para o ano de 2015.

Com avanço da crise econômica e as dificuldades políticas para articulação e adoção dos ajustes necessários, fica claro que o péssimo ciclo de queda das vendas ainda está muito distante de acabar e pode perdurar ao longo do próximo ano.

Nota metodológica
A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).

Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.

Sobre a FecomercioSP
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 156 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por 11% do PIB paulista - aproximadamente 4% do PIB brasileiro - e gera cerca de cinco milhões de empregos.
Premiação reconhece os melhores projetos em quatro categorias: Empresa, Órgão Público, Academia e Reportagem Jornalística


São Paulo, março de 2014 – Até agosto de 2015 estão abertas as inscrições para o 5º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade, promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O objetivo da ação é estimular a prática da sustentabilidade por meio de projetos que agreguem valor a novos modelos de negócios, serviços e produtos.

O principal critério levado em consideração para a escolha dos finalistas é a “inovação”, quesito que irá conduzir todo o processo de avaliação dos participantes. Além disso, a relevância para o negócio e para as demais partes interessadas e o nível de atendimento de um ou mais itens que compõem os 16 Princípios do Varejo Responsável fazem parte dos itens avaliados. Os princípios foram estabelecidos pela Fundação Dom Cabral, instituição que desempenha o papel de coordenador técnico da premiação.

Entre esses princípios, estão: ética nos negócios; procedência dos produtos; cadeia de suprimentos; empregados; operações do negócio; logística; atributos de qualidade dos produtos e serviços; atendimento; marketing; consumo consciente; crédito responsável; concorrência; interatividade com as comunidades; mercados inclusivos; autorregulação e interatividade com o Poder Público e o meio ambiente.

“A ideia é levar até o mercado práticas sustentáveis que tragam melhoria à qualidade de vida das pessoas e que contribuam para a rentabilidade e o crescimento das empresas, de qualquer porte, por meio de soluções inovadoras”, explica o professor José Goldemberg, presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP e idealizador da premiação.

Segundo Goldemberg, o diferencial de um negócio é justamente sua capacidade de produzir de forma eficiente e de oferecer um ambiente de trabalho onde os recursos naturais sejam valorizados. “Os bons resultados empresariais dependem, essencialmente, de uma governança que entenda a sustentabilidade como parte do negócio. Um projeto ecossustentável, bem implementado, certamente irá refletir no incremento da receita de uma empresa”, completa.

Os projetos deverão ser inscritos de acordo com as seguintes categorias: Empresa (com as subcategorias Microempresa; Pequena/Média Empresa; Grande Empresa; Indústria; e Entidade Empresarial); Órgão Público; Academia (Professor e Estudante); e Reportagem Jornalística (Rádio/TV, Jornalismo Impresso e Jornalismo Online). O vencedor em cada categoria receberá R$ 15 mil em título de capitalização.
Os interessados devem se inscrever pelo site www.fecomercio.com.br/sustentabilidade, no qual também está disponível o regulamento do prêmio na íntegra.

Sobre o Prêmio

A ação, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC),  tem como objetivo valorizar as melhores práticas adotadas por empresas, entidades e profissionais de vários setores em prol de um desenvolvimento consciente e sustentável. Na quarta edição, realizada em 2014, a iniciativa conquistou um dos seus melhores resultados. Mesmo com um período menor de inscrições - já que a partir desta edição o prêmio tornou-se anual -, o volume de inscritos cresceu e a iniciativa consolidou-se nacionalmente, com a participação de 21 Estados brasileiros, em relação aos 19 do ano anterior. O número de municípios participantes quase dobrou, de 56 na edição anterior para 91 neste ano. No total, foram 276 inscritos e 46 finalistas nas seguintes categorias: Empresa (Micro; Pequena e Média; Grande, Indústria e Entidades); Órgãos Públicos; Academia (Professor e Estudante); e Reportagem Jornalística (Imprensa; Rádio/TV e Online).

Sobre a FecomercioSP 

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Responsável por administrar, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes e congrega 154 sindicatos patronais que respondem por 11% do PIB paulista  – aproximadamente 4% do PIB brasileiro –, gerando em torno de cinco milhões de empregos.

Sobre o Conselho de Sustentabilidade

Presidido pelo professor José Goldemberg, doutor em Ciências Físicas pela Universidade de São Paulo (USP), o Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP foi criado para difundir e valorizar ações e projetos em prol da melhoria da qualidade de vida no País. Para isso, tem como principais objetivos incentivar a inserção do conceito de sustentabilidade na gestão empresarial e promover parcerias entre governo, setor privado e cidadãos em busca de soluções para problemas - sobretudo de cunho socioambiental -, bem como promover ações para o consumo consciente e responsável.

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Nova regra aprovada ontem no Senado viabiliza repartição interestadual equilibrada

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São
Paulo (FecomercioSP) comemora a aprovação pelo Senado da PEC 197/2012, que estabelece novas regras para a incidência do ICMS nas vendas de produtos por meios eletrônicos.
De acordo com o parecer do relator e líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), a PEC dispõe que parte do recolhimento do ICMS seja canalizado para o Estado de destino, numa justa adequação à realidade dos fatos, que mostra tendência crescente de utilização do e-commerce nas mais diversas transações. A proposta viabiliza a repartição equilibrada e justa do ICMS sobre o comércio eletrônico interestadual. O texto define o compartilhamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre o Estado de origem e o de destino. Assim, serão usadas duas alíquotas (a interna e a interestadual) e a diferença entre elas será gradualmente direcionada ao Estado de destino do produto.
O texto aprovado é o modificado pela Câmara dos Deputados, que torna gradual a alteração nas alíquotas, atribuindo aos estados de destino 100% da diferença de alíquotas apenas em 2019. Até lá, vale a seguinte regra de transição: 20% para o destino e 80% para a origem (2015); 40% para o destino e 60% para a origem (2016); 60% para o destino e 40% para a origem (2017); e 80% para o destino e 20% para a origem (2018).
A Lei do ICMS, vigente até então, foi instituída em 1988 junto com a atual Constituição, portanto, antes do aparecimento do comércio eletrônico. A lei determinava que o recolhimento do ICMS fosse realizado somente no estado "origem" responsável pela venda. Nesse caso, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, detentoras das maiores operações do setor, levavam vantagem sobre os estados "destino", onde residem muitos dos consumidores.
"A aprovação da PEC do ICMS corrige essa distorção, acompanha a evolução do mercado e está alinhada com as necessidades do e-commerce, em que o ICMS, a partir de agora, será dividido de forma progressiva até 2019, sem gerar mais impostos e repasses aos preços dos produtos, facilitando a vida de empresários e consumidores", afirma o presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP, Pedro Guasti.

Fonte: Fecomércio

Para minimizar os efeitos dos dias de folga e obter melhores resultados é muito importante planejar a melhor estratégia de venda

Fonte: Publicação Economix Impresso nº 58 – FecomercioSP

O ano termina com muitas incertezas para o empresário do comércio por conta do comportamento da economia e das perspectivas para 2015. Os indicadores econômicos apontam para um ano difícil, de lenta recuperação. Além disso, estão previstos vários feriados, inclusive com a ocorrência das chamadas “pontes”, nas quais os consumidores costumam esticar os dias de descanso. Para minimizar os efeitos dos dias de folga e obter melhores resultados é muito importante conhecer essas datas e planejar a melhor estratégia. Apresentamos a seguir o calendário comentado para o primeiro semestre de 2015, ressaltando alguns aspectos de cada mês.

Janeiro
Janeiro é o mês certo para realizar o balanço das vendas e elaborar o planejamento estratégico do ano. É importante que o empresário defina as metas que pretende atingir em 2015. No primeiro mês do ano também são realizadas as liquidações e promoções pelas grandes redes. O setor de papelaria fica aquecido com a volta às aulas e a busca por material escolar. O mês de férias afasta um pouco os consumidores dos grandes centros, mas a recuperação já poderá ser sentida no final do mês. Em São Paulo, no dia 25 comemora-se o aniversário da cidade, um domingo, sem maiores reflexos para o comércio.

Fevereiro
O Carnaval, maior festa popular do País, será comemorado no dia 17. A data impulsiona as vendas dos setores de vestuários, alimentos, bebidas e turismo. Nesse período o consumidor está mais realista e menos impulsivo, será necessário um estímulo ou um trabalho de persuasão maior para efetivar as vendas. O consumidor ainda estará bem endividado nesse mês. Vendas parceladas e promocionais podem atrair o consumidor.

Março
No dia 8 comemora-se o Dia Internacional da Mulher e, no dia 15, o Dia do Consumidor. As datas não estimulam as vendas e são apenas ilustrativas. As compras que antecedem a Páscoa começam a ser estimuladas com a preparação visual das lojas. O setor alimentício pode continuar com as promoções para obter ganhos maiores.

Abril
Com a chegada da Páscoa, o segmento alimentício pode registrar aumento nas vendas. A criatividade na hora de oferecer produtos e promoções pode fazer a diferença. A venda de ovos tem forte apelo junto ao público infantil. No setor de vestuário, as liquidações de verão devem tomar conta das vitrines.

Maio
Em maio, temos a segunda data mais importante do ano para o comércio, depois do Natal, que é o Dia das Mães. A data apresenta forte apelo emocional e o tíquete médio aumenta em relação ao Natal. A qualidade no atendimento é um diferencial que deve ser observado, bem como a criação de condições acolhedoras no estabelecimento para o público masculino que vai às compras.

Junho
No mês de junho é comemorado o Dia dos Namorados, data que tem apresentado um movimento aquecido, com tíquete médio semelhante ao Dia das Mães. O setor de vestuários e calçados deve apresentar aquecimento. Em junho ainda teremos São João (dia 24). No Nordeste, as festas juninas atraem turistas e podem favorecer as vendas.
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