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Dados do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), administrado pela Boa Vista,

indicam que a quantidade de novos registros de inadimplentes na região administrativa do Litoral Paulista apontou queda de 3,8% na comparação do resultado acumulado até agosto de 2014 em relação ao mesmo período de 2013. Na análise de longo prazo (obtida pela variação do resultado acumulado nos últimos 12 meses) houve redução de 3,4%, enquanto na comparação interanual o indicador foi 2,6% menor. Já na variação mensal, o número de registros caiu 1,9%, descontados os efeitos sazonais.

O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes – registrou queda de 10,4% na variação do resultado acumulado no ano. Em 12 meses acumulados, o indicador aponta queda de 7,6%, já em relação ao mês de agosto de 2013 houve redução de 18,0%. Por fim, a recuperação de crédito caiu 4,2% na comparação mensal dos dados ajustados pelo fator sazonal.




Comparado com igual mês de 2013, o resultado foi 4,4% menor, revela pesquisa da FecomercioSP e da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

O varejo do litoral paulista registrou, em maio, receita de R$ 1,425 bilhão. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 4,4% do resultado das receitas de vendas – considerada a inflação do período. Os números são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), apresentada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).

Com R$ 480,8 milhões de faturamento em maio, os supermercados – que respondem pela maior parcela do movimento financeiro do comércio da região –, identificaram queda de 7,6% no intervalo de um ano. A segunda atividade mais representativa, composta pelas concessionárias de veículos, registrou no período redução de receita em 1,3%, aos R$ 216,5 milhões. Na sequência, as farmácias e perfumarias obtiveram R$ 116,9 milhões, após aumento de 9,7%. As lojas de vestuário, tecidos e calçados, que faturaram R$ 110,1 milhões em maio último, registraram desempenho positivo, com alta de 3,9%. Já as lojas de materiais de construção sofreram com baixa de receita em 3%, aos R$ 107,9 milhões registrados em maio. As lojas de departamentos, com R$ 53,1 milhões, conseguiram ampliar o faturamento em 19,9% sobre igual mês de 2013.

A receita das lojas de eletrodomésticos e eletrônicos ficou em R$ 41,7 milhões, após baixa de 59,6% - o pior desempenho entre todas as categorias. Com R$ 23,6 milhões, as lojas de autopeças e acessórios apresentaram resultado 3,4% maior em um ano. Já a receita das lojas de móveis e decoração cresceu 52,9%, totalizando R$ 4,3 milhões. As demais atividades do comércio em geral, entre as quais os postos de combustíveis são mais relevantes, registraram juntas faturamento de R$ 269,7 milhões, apontando baixa de 6,2%.

Resultados estaduais
Pela terceira vez seguida, o comércio paulista amargou encolhimento de vendas ao registrar faturamento de R$ 43,2 bilhões em maio, na comparação anual – valor 2% menor que o apurado em igual mês de 2013. Com essa queda, o desempenho do varejo estadual em 2014 sofre novo revés, avançando 1,5% nesses cinco primeiros meses do ano – abaixo dos 2,5% de crescimento até abril.

O recuo de receita de vendas em maio foi causado pelos resultados negativos apontados por três atividades agrupadas na pesquisa. O mais significativo deles, pela relevância do segmento para o comércio em geral, foi registrado pelas concessionárias de veículos, que faturaram R$ 5,9 bilhões, após queda de 16%. As lojas de materiais de construção obtiveram faturamento de R$ 3,2 bilhões, com recuo de 9,3% no período. A maior diminuição porcentual, no entanto, foi a que sofreu a receita das lojas de eletrodomésticos e eletrônicos (-23,6%), somando R$ 2,3 bilhões no mês.

Por outro lado, o comportamento positivo das vendas em seis segmentos segurou uma redução maior da receita do varejo paulista. Os supermercados, por exemplo, que em termos relativos formam a principal atividade do comércio no Estado, conseguiram R$ 12,5 bilhões em maio – crescimento de 2,9% sobre o mesmo mês do ano passado. Outro importante segmento que registrou elevação de faturamento no período foi o de lojas de vestuário, tecidos e calçados, com 1,1% de alta, aos R$ 4,3 bilhões. Mas o melhor desempenho foi atingido pelas farmácias e perfumarias: ampliação de 8,6%, aos R$ 2,7 bilhões. As lojas de departamentos obtiveram R$ 1,9 bilhão, com variação de 2,1%. Já os varejistas que atuam na atividade de autopeças e acessórios somaram receita de R$ 810 milhões, após alta de 3,1%. As lojas de móveis e decoração registraram faturamento de R$ 639 milhões, com elevação de 1,6%. As demais atividades do comércio em geral, registraram aumento de 7,2%, atingindo R$ 9 bilhões.

Das 16 regiões analisadas pela pesquisa, sete apontaram alta ou relativa estabilidade no comparativo anual. A maior variação positiva, de 6,6%, foi obtida pelos comerciantes das regiões de Marília e de Jundiaí, que registraram receitas de R$ 839,5 milhões e de R$ 2,5 bilhões, respectivamente. Pelo lado negativo, os piores desempenhos do período foram os constatados na região de Guarulhos (-9,4%) e do ABCD (-9,3%), ambas com R$ 2,4 bilhões. O varejo da capital paulista também sofreu com queda de faturamento (-4,5%), aos R$ 13,4 bilhões.

Para os economistas da FecomercioSP, essa terceira queda seguida da receita do comércio em geral mostra claramente a difícil situação enfrentada pelos comerciantes paulistas desde fevereiro de 2014. Conforme recentes sondagens divulgadas pela Federação, até mesmo as datas comemorativas de maior movimento para o comércio – Dia das Mães e Dia dos Namorados – foram prejudicadas pela tendência de freio de consumo da população. As reduções nas vendas para essas datas, inclusive, são esperadas em maior ou menor grau para as próximas edições da PCCV. Além disso, indicadores de confiança tanto de empresários quanto de consumidores estão refletindo o mau humor generalizado diante de taxas de juros elevadas, de altos índices inflacionários e de desaquecimento do mercado de trabalho. Sem sinais de que o cenário econômico brasileiro melhore em curto prazo, também não existem boas perspectivas para o restante do ano.
Inadimplência da região administrativa do Litoral Paulista caiu 0,2% em maio de 2014, comparada ao mês anterior, de acordo com dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Na comparação com maio de 2013, houve queda de 4,4%. No acumulado do ano houve queda de 5,1%, contra igual período do ano anterior. O indicador recuou 3,9% na variação acumulada em 12 meses.





*Séries Dessazonalizadas
Fonte: Boa Vista SCPC


O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplência – caiu 4,6% em maio, em relação ao mês anterior, nos dados dessazonalizados. Em relação a maio de 2013 houve queda de 7,0%. No acumulado do ano houve queda de 5,8% contra igual período no ano anterior. O indicador obteve queda de 4,1% na variação acumulada em 12 meses.



*Séries Dessazonalizadas
Fonte: Boa Vista SCPC


Metodologia

O indicador de registro de inadimplência e o indicador de recuperação de crédito são elaborados a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas, e das exclusões dos registros informadas à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.
Dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) indicam que a quantidade de novos registros de inadimplentes na região administrativa do Litoral Paulista caiu 0,7% em março de 2014 comparado ao mês anterior, com os dados ajustados. Contra o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 2,7%. No primeiro trimestre de 2014 houve queda de 4,7% contra igual período no ano anterior. O indicador recuou 2,8% na variação acumulada em 12 meses.
O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes – caiu 6,5% em relação ao mês anterior, nos dados dessazonalizados. Em relação a março de 2013 houve queda de 9,8%. No primeiro trimestre de 2014 houve queda de 2,8% contra igual período no ano anterior. O indicador obteve queda de 1,9% na variação acumulada em 12 meses.
 




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