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Estande terá especialistas trajados como médicos fazendo o diagnóstico da saúde da empresa de quem passar por lá; expectativa é de 3 mil atendimentos


Empresários de qualquer ramo poderão fazer análise detalhada das suas empresas de 07 a 10 de fevereiro, na 4º edição da Feira do Empreendedor, no Anhembi, na capital.

O espaço Check-up empresa faz alusão a uma clínica médica, com sala de espera, senha, triagem, área de atendimento com poltronas de repouso e suporte para soro. A recepção é feita pelos doutores da alegria e a consulta por especialistas certificados pelo Sebrae-SP vestindo jalecos brancos.

A intenção é fazer com que o empreendedor sinta-se numa avaliação criteriosa da saúde do seu negócio e receba imediatamente ocheck-up e a solução para a dificuldade que está enfrentando. Apenas empresas formalizadas poderão participar e a expectativa é de 3mil atendimentos durante os quatro dias de evento.

“O diagnóstico é feito em cima das quatro temáticas básicas: administração, finanças, recursos humanos e marketing (setores mais críticos para os pequenos negócios). As questões serão respondidas com a ajuda do especialista, preenchidas em smartphones e em seguida encaminhadas por bluetooth para a impressão da filipeta que mostra os pontos fracos do negócio ( gráfico com porcentagem de desenvolvimento de cada área) e sugere soluções, como consultorias, cursos, palestras, vídeos, cartilhas  para sanar os problemas identificados. Tudo feito na hora e sem custo”, explica Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP. “Outra possibilidade é o autoatendimento. Quatro totens estarão no espaço à disposição dos empresários que querem responder o diagnóstico sem auxilio dos profissionais”, acrescenta.

Adriana Rebecchi, gerente do Sebrae-SP, exemplifica avaliações nas quatro áreas e diz que sempre são indicadas soluções pagas, gratuitas, à distância e presenciais. “No caso do resultado acusar 70% (intermediário) de aproveitamento em finanças poderá ser indicado o EAD de fluxo de caixa (ensino à distância e gratuito). Em marketing, mesma porcentagem, 70%, o curso presencial ‘Na medida marketing’ (pago). Em uma avaliação básica em administração, 50%, é recomendado o à distância ‘Desenvolva a sua empresa’ e o presencial ‘Empresa organizada tem melhor desempenho’(ambos gratuitos). Na área de RH também podemos apontar dois casos: 88% (avançado) o EAD ‘Lidere sua equipe’, solução avançada para empresas que caminham para ótimos resultados, e, para as que estão “patinando”, 40%, a palestra ‘Como criar e manter uma equipe motivada’ (sem custo), descreve Rebecchi.

Após o resultado o “paciente” é encaminhado para o estande de atendimento que fica na frente. Lá o empreendedor já pode ser medicado, ou seja, começar o atendimento especializado nas áreas que o negócio precisa de atenção e depois dar continuidade em um dos 33 escritórios do Sebrae-SP espalhados pelo estado.

Sobre a Feira do Empreendedor
A Feira do Empreendedor oferece aos empresários ou potenciais empresários oportunidades para incrementar um negócio já existente ou a abertura de um novo negócio.  Para o visitante, há ainda a oportunidade de receber consultorias individuais e coletivas, acompanhar palestras, conhecer tendências, regularizar a situação da empresa, além de obter informações e orientações referentes à abertura e melhoria na gestão do negócio próprio.

Feira do Empreendedor Sebrae-SP
Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1209
São Paulo – SP
Quando: 07 a 10 de fevereiro
De sábado a terça-feira, das 10h às 21h
Para mais informações, ligue 0800 570 0800.
Entrada Gratuita para maiores de 14 anos
Receita registrou aumento de 6,9% em setembro em relação a igual período de 2013. Última alta havia sido em fevereiro deste ano

Após seis quedas seguidas, na comparação de um mês com igual período do ano anterior, o faturamento real (já descontada a inflação) das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas voltou a crescer. Em setembro deste ano houve aumento de 6,9% na receita real ante setembro de 2013. Apesar da alta, no acumulado do ano, o faturamento registra variação de -0,3% em relação ao mesmo intervalo de 2013. Os dados são da pesquisa Indicadores Sebrae-SP.

A receita total das MPEs do Estado em setembro somou R$ 51,5 bilhões, R$ 3,3 bilhões a mais que no mesmo mês de 2013 e R$ 3,8 bilhões acima do resultado de agosto de 2014.
O resultado positivo de setembro foi alcançado por conta da base de comparação relativamente fraca (em setembro de 2013 o faturamento caiu 1,3% em relação a setembro de 2012) e porque o mês teve um dia útil a mais do que setembro do ano passado.

“Foi o primeiro aumento desde fevereiro. É uma melhora, mas infelizmente não temos muito o que comemorar. O ano não tem sido bom para a economia brasileira e as micro e pequenas empresas têm sofrido com o cenário adverso, como podemos observar pelo resultado negativo do faturamento no acumulado de janeiro a setembro de 2014”, afirma o diretor- superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

Por setores, a indústria continua registrando desempenho ruim: queda de 2,6% no faturamento de setembro em relação ao mesmo mês do ano passado. O comércio apresentou elevação de 1,6% na receita. Os serviços tiveram crescimento de 17,3%, índice que acabou sendo o responsável por puxar o desempenho positivo das MPEs em setembro. Também influenciaram no resultado do setor de serviços o dia útil a mais e a base de comparação mais fraca, já que em setembro de 2013 as MPEs do segmento registraram recuo de 6,2% na receita real ante o mesmo mês de 2012.

Entre as regiões do Estado, as MPEs do Grande ABC apresentaram a maior variação no faturamento em setembro, com aumento de 19,2% ante igual mês de 2013. Os negócios localizados no interior paulista registraram crescimento de 12,1% na receita. O município de São Paulo apresentou evolução positiva de 6,6% e a Região Metropolitana de São Paulo teve elevação de 2% no faturamento.

Empregos e remuneração

De janeiro a setembro, o total de pessoal ocupado nas MPEs paulistas aumentou 0,5% na comparação com o mesmo período de 2013. O rendimento real (salários e outras remunerações) dos empregados das MPEs de São Paulo registrou variação de -0,1%, no mesmo período. O gasto total com a folha de salários apresentou aumento de 2,2% nessa comparação.

Expectativas
Quando perguntados sobre a expectativa para o faturamento da empresa nos próximos seis meses, a maior parte dos donos de MPEs paulistas (58%) disse em outubro esperar estabilidade. Os que acreditam em melhora do indicador são 26% ante 34% em outubro do ano passado. O grupo dos que esperam piora ficou maior: reunia 5% dos empresários entrevistados em outubro de 2013 e agora estes são 7%.

Com relação à atividade econômica brasileira, 50% dos proprietários de MPEs do estado de São Paulo preveem estabilidade nos seis meses que virão. Em outubro do ano passado, eram 55%. Dezenove por cento falam em melhora (eram 23% no ano passado) e 16% aguardam piora ante 12% em outubro de 2013.

“Como o mercado interno é o mais importante para os pequenos negócios, a debilidade da atividade econômica afeta diretamente o desempenho dessas empresas”, afirma o coordenador de pesquisas do Sebrae-SP, Marcelo Moreira. Segundo ele, deve haver alguma melhora nas receitas das MPEs neste último trimestre por conta do pagamento do 13º salário e as compras de Natal, mas 2014 provavelmente não terminará com resultados muito expressivos. “Há várias incertezas na economia brasileira, como inflação relativamente elevada, piora nas condições de crédito e na confiança de empresários e consumidores”, explica Moreira.

A pesquisa
A pesquisa Indicadores Sebrae-SP é realizada mensalmente, com apoio da Fundação Seade. São entrevistados 2.716 proprietários de MPEs do Estado de São Paulo por mês. No levantamento, as MPEs são definidas como empresas de comércio e serviços com até 49 empregados e empresas da indústria de transformação com até 99 empregados, com faturamento bruto anual até R$ 3,6 milhões. Os dados reais apresentados foram deflacionados pelo INPC-IBGE.
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